Cheguei a São Paulo na semana passada e só neste final de semana consegui dedicar um tempo ao que a cidade oferece de bom. O restante do tempo foi gasto em discussões intermináveis com a Selma, a voz do meu GPS, sobre que caminhos, diabos, eu deveria seguir. A Selma veio com algum defeito: toda a rota que ela sugere está invariavelmente engarrafada. E eu perco um tempo precioso tentando chegar na Rua Iaiá, no Itaim... "Iaiá, tenha pena de mim..."
De posse dos guias da Folha, Estadão, Veja e Época São Paulo me deparo com dois eventos que me pareceram interessantes.
O primeiro deles é o Restaurant Week. Poder ir a bons restaurantes pagando um valor menor do que a carta solicita normalmente parece ser uma boa idéia. Mas se os restaurantes poupam na marreta, os guias abusam e descem o malho na ausência das boas casas do ramo no cardápio de lugares participantes. Ali em Perdizes, os vizinhos do meu amigo Daniel resolveram o problema criando o Restaurant wiki. Funciona assim: eles convidam uns 20 casais com crianças e cada uma das parelhas prepara alguma coisa e toda essa farofada é disposta sobre uma mesa. Cada um se serve do que quer e faz as misturas que desejar. A lambança é acompanhada desde o início por uma música muito alta - coisas que nunca ouvi, mas que usam no máximo uns 23 vocábulos no total - e termina só à noite, quando começa o Fantástico.
Está começando também por aqui o
Festival do cinema chileno no Reserva Cultural. Ontem dei folga pra Selma e fui até o Reserva, mas assistimos outro filme,
Os Amantes, com o Joachin Phoenix sem barba e sem óculos. Embora o Guia do Estadão desse quatro estrelas, eu achei o filme medonho e aí resolvi criar o
Festival do cinema chinelo, uma idéia que até pode me render uma boa grana. Alguém tem outra chinelagem pra indicar?
#festivaldocinemachinelo
Linda Flor (aka Iaiá, aka Ai, Ioiô)
(Henrique Vogeler/Luiz Peixoto/Marques Pôrto)
Ai, Ioiô!
Eu nasci pra sofrê
Fui oiá pra você,
Meus oinho fechou!
E quando os óio eu abri,
Quis gritá, quis fugi,
Mas você,
Eu não sei por quê,
Você me chamô!
Ai, Ioiô,
Tenha pena de mim
Meu Sinhô do Bonfim
Pode inté se zangá
Se ele um dia soubé
Que você é que é,
O Ioiô de Iaiá!
Chorei toda noite
E pensei
Nos beijos de amô
Que te dei,
Ioiô, meu benzinho,
Do meu coração
Me leva pra casa
Me deixa mais não.
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